Computação em nuvem, ganhos além do ROI

O responsável pela área de TI já se acostumou com a pergunta: qual é o ROI (retorno sobre investimento) da computação na nuvem? Normalmente o questionamento parte do setor financeiro, que precisa de justificativas para aprovar o investimento. Hoje, a simples aferição do ROI não basta, pois há algo que as métricas não captam – a agilidade.

Restringir os benefícios da computação da nuvem ao cálculo do ROI significa simplificar um processo complexo. A empresa com “alma digital” é aquela que incorpora a inovação ao seu DNA. Ela vivencia as transformações tecnológicas buscando ganho de produtividade e redução de custos. A cloud computing proporciona ambos os benefícios – e com a vantagem adicional de oferecer completa segurança de dados.

Ser digital não representa para a empresa uma opção. Tornou-se questão de sobrevivência em um mercado caracterizado pela concorrência acirrada. As vantagens da nuvem devem ser analisadas de forma ampla – e não apenas a partir de um exercício de modelagem numérica. O ROI é um instrumento insuficiente para aferir ganhos de produtividade com a cloud computing, pois o conceito ainda carrega em si aspectos do mundo analógico.

O conceito norteador da computação na nuvem atua em três vertentes:

  • Agilidade
  • Automação
  • Eficiência

A forma pela qual a empresa adotará a tecnologia na nuvem depende do perfil do negócio e do tipo de problema enfrentado em seu dia-a-dia. Não há fórmula capaz de quantificar o ganho para a companhia que elimina um gargalo de produção. Apresentar números sobre elevação da performance dá conta de apenas um aspecto – o financeiro – e não traduz os benefícios para a cultura organizacional ou o valor agregado à imagem institucional.

Ao analisar os benefícios da cloud computing, o gestor deve optar por uma abordagem global. Nada de ficar restrito ao valor economizado na compra de equipamentos. A ideia é identificar como a adoção da tecnologia na nuvem impacta o negócio – e não apenas a empresa. Eis algumas vantagens:

a) Agilidade – Em um mercado caraterizado pela concorrência acirrada, ter agilidade significa estar preparado para mudanças repentinas. A computação na nuvem dá ao gestor essa flexibilidade.

b) Inovação – Ao tirar da equipe de TI a responsabilidade por tarefas relativas à administração de soluções, infraestrutura e usuários, a tecnologia na nuvem permite que os funcionários se concentrem no desenvolvimento de novos negócios ou na criação de produtos inovadores.

c) Satisfação da equipe – A nuvem elimina processos repetitivos, tediosos e, por isso mesmo, passíveis de falha. O fim de tarefas maçantes melhora os níveis de satisfação da equipe, que passa a concentrar esforços apenas no negócio.

d) Confiabilidade – Como medir o ganho com a segurança das informações? Nenhuma empresa tem a mesma capacidade dos provedores de cloud computing de estabelecer barreiras e proteções contra ataques de hackers a servidores. A inviolabilidade dos dados não tem preço.

e) Sustentabilidade – A cloud computing gera economia a partir da redução de despesas com espaço físico, energia e refrigeração. Mas há ganhos em termos de sustentabilidade não detectados pelo cálculo de ROI. O gestor pode até receber relatórios atestando o volume de CO2 que deixou de ser emitido. Porém quesitos como conscientização de funcionários sobre práticas sustentáveis ou ganhos para a imagem institucional da empresa não podem ser aferidos numericamente.


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