Protocolo de Internet: tudo o que você precisa saber sobre o IP

Você já se perguntou como seu computador ou smartphone acessam as páginas da internet e, em diversos momentos, ainda comunicam dados entre si? Isso é possível, pois cada dispositivo possui um endereço único: o internet protocol, também conhecido como IP, ou o protocolo de internet.

E, para que a comunicação seja feita, algumas regras são estabelecidas por esses protocolos de rede. O quanto você conhece sobre o assunto e o quanto está por dentro das particularidades do IP? Continue a leitura e saiba mais sobre esse protocolo de internet!

O que são protocolos de rede?

Antes de falarmos especificamente do IP, é importante entender o que são os protocolos de rede. Eles são nada mais do que um conjunto de normas que permite que máquinas conectadas à internet possam se comunicar com outras também conectadas na rede.

Sendo assim, qualquer usuário consegue enviar e receber mensagens, acessar arquivos e domínios na web.

Os protocolos são responsáveis por coletar os dados transmitidos pela rede e dividi-los em pacotes, sendo que cada um carrega informações de origem e destino.

Existem três elementos-chave que definem os protocolos de rede, que são: sintaxe, que é o formato e a ordem na qual os dados são apresentados; a semântica, um conceito que diz respeito ao significado de cada conjunto que dá sentido a mensagem e o timing, que é a velocidade aceitável de transmissão de pacotes.

Muito são os protocolos de rede existente, como o TCP/IP, HTTP, HTTPS, DHCP, FTP, IMAP entre outros.

O que é o protocolo de internet?

O protocolo de internet puro, ou seja, o IP, é o principal protocolo de comunicação na rede. Ele é o responsável por endereçar e encaminhar os pacotes que trafegam pela internet.

O IP, porém, não se assegura da entrega de seus pacotes de dados. Por isso, é comum que esse protocolo seja combinado ao TCP.

O TCP/IP é a combinação do protocolo de internet — IP — e o Protocolo de Controle de Transmissão, o Transmission Control Protocol. Juntos, eles são responsáveis pela base de envio e recebimento de dados de toda a rede. 

Esse protocolo surgiu nos anos 60 e foi desenvolvido durante pesquisas militares nos Estados Unidos para permitir a comunicação entre sistemas de computadores de centros de estudos e organizações militares.

Com a ideia de oferecer uma troca rápida de mensagens, identificar as melhores rotas entre dois locais e encontrar rotas alternativas para essas conexões, o protocolo alcançou grande popularidade e mais tarde foi incorporado por universidades e usuários comuns.

A pilha de protocolos TCP/IP são divididas em 4 camadas, que são aplicação, transporte, rede e interface.

  • Aplicação: usada para enviar e receber dados de outros programas pela internet. Nessa camada estão os protocolos HTTP, de navegação na internet, FTP, referente à transferência de arquivos e SMPT, ligado aos e-mails;
  • Transporte: camada responsável por transportar os arquivos dos pacotes recebidos pela camada de aplicação. Nesse ponto, eles são organizados e transformados em outros menores que serão enviados à rede;
  • Rede: os arquivos empacotados da camada de transporte são recebidos e anexados ao IP da máquina, que envia e recebe todos os dados. Daqui, eles são enviados pela internet;
  • Interface: por fim, a interface executa o recebimento ou envio de arquivos na web.

O endereço IP

Quando falamos de IP, é importante ressaltar que existem dois tipos desse protocolo de internet, que são o IPv4 e o IPv6.

O IPv4 é composto por uma sequência numérica composta por 32 bits totais, sendo quatro sequências de 8 bits com o formato x.x.x.x, em que X é um número que pode ir de 0 a 255.

Essa divisão, em quatro partes, facilita a organização da rede. Para cada sequência, os dois primeiros números identificam a rede enquanto os dois últimos identificam os computadores.

O protocolo de internet, nesta versão, pode ser dividido em várias classes que vão dizer quantos dispositivos podem ser conectados em cada rede.

Pelo simples fato de as pessoas estarem cada vez mais conectadas e tantas redes existirem, a sequência do IPv4 já é vista como insuficiente e, a partir daí, surge também o IPv6.

A primeira diferença entre os dois modelos de protocolo de internet está no formato, enquanto o IPv4 é constituído por 32 bits, o IPv6 vem com 128 bits, aumentando a possibilidade da criação de endereços de rede.

Para não seguir a regra de conjuntos do IPv4, a nova versão utiliza oito sequências de até quatro caracteres separados por dois pontos (:) e considerando o sistema hexadecimal.

No IPv6 houve também a preocupação de corrigir algumas falhas de segurança presentes na versão anterior do protocolo de internet. Um dos mecanismos mais importantes é o IPSec (IP Security), que fornece funcionalidades de criptografia dos pacotes de dados.

Vale lembrar que existem dois tipos de endereço IP, o estático e o dinâmico. O IP estático, ou fixo, é um endereço que não muda e o dispositivo tem esse número permanentemente, mesmo que se desconecte e volte à rede. Enquanto o IP dinâmico muda a cada vez que houver um momento de conexão.

É importante ressaltar que, mesmo com mais proteção, utilizando o IPv4 ou o IPv6, não se dispensam os cuidados com segurança, controles de acessos, firewall, antivírus e outros.

Como manter o seu IP protegido?

Assim como com qualquer tarefa de segurança, sabemos que é difícil garantir 100% da segurança do protocolo de Internet. Porém, com alguns cuidados, torna-se mais difícil a ocorrência de ataques por pessoas mal-intencionadas.

Um dos métodos mais utilizados para proteger o protocolo de internet, e escapar de ataques, como o DDos, é o uso das VPNs, as Redes Privadas Virtuais (Virtual Private Network), que atribuem IP virtual.

A rede privada é muito utilizada por empresas, especialmente por aquelas em que o funcionário trabalha de forma remota. Dessa maneira, é possível se conectar, mesmo em redes públicas, de forma segura utilizando um túnel de VPN

As VPNs, além de ocultarem o endereço de IP, podem criptografar e contar com protocolos de segurança.

Além disso, é preciso tomar cuidados simples com o uso de modems e roteadores, afinal, eles podem ser a porta de entrada para que os criminosos tenham acesso ao seu IP.

Ainda, troque senhas periodicamente, atualize o firmware, use senha WPA/WPA2 no WiFi, conte com criptografia e tenha cuidado com os links clicados, seja em e-mail ou em sites duvidosos.

Proteger o IP é mais uma forma de manter os dados e informações seguras. Agora que você sabe mais sobre o protocolo de internet e seu funcionamento, aproveite e conheça mais sobre firewall e sua importante função na proteção


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